"Our duty is to feel what is great and love what is beautiful - not to accept all the social conventions and the infamies they impose on us."

In Madame Bovary de Gustave Flaubert

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O escravo de Cleo...

A sala hipóstila esvaziava lentamente depois de mais uma demorada invocação ao Deuses. Mas desta vez, não era uma qualquer invocação. Clamava-se por uma em especial, Bastet*.

A Rainha desejava algo que nenhum dos seus amantes ainda não lhe proporcionara, um descendente.

Cleópatra retirava-se da sala compassadamente em direcção aos seus aposentos. As suas aias preparavam-lhe um banho e ressaltava no ar um aroma a rosas...

Ordenou a serva Kiya** que lhe retirasse a coroa Uadjit... numa calma cerimonial retirou adorno após adorno, veste após veste até desnudar a sua Rainha. A cada instante revelavam-se os contornos do seu corpo e a Deusa tornava-se mortal.

Desnuda, a Rainha Cleópatra encaminhou-se para o banho preparado pelas escravas. As suas ancas meneavam cadenciadamente causando admiração e inveja ás suas servas. Desceu os 3 degraus e deixou-se cobrir pela água quente de onde exalava um perfume divinal.

Após alguns momentos Kiya, vestida apenas com uma túnica branca, semi transparente, seguiu-a, entrando no banho. Com a Loufa*** na mão inciou uma massagem retemperadora em Cleópatra. Lentamente esfregava-lhe as costas... depois os braços...

Suavemente passou a loufa pelos seios da Rainha, numa carícia maldosa. Há medida que a massagem continuava a soberana relaxava mais e mais entrando numa transe apenas interrompida por alguns gemidos causados pelo prazer daquela massagem...

Kiya concentrou-se nas delicadas pernas de sua Majestade, primeiro nas coxas, depois nos bem cuidados pés... cada centímetro do corpo de Cleópatra era alvo dos cuidados da sua aia favorita.

A aia retirou-se sem perturbar a Governante.

Minutos depois Cleópatra saíu e prontamente a secaram com a delicadeza com que se toca em cristal....

Vestiram-lhe uma tunica cinza e bordeaux que deixava à mostra grande parte do tronco. Dois apliques de ouro, forjados pelo molde dos seus firmes seios foram cuidadosamente colocados, como se se tratasse de um soutien primitivo...

Dirigiu-se para a sua cama, coberta por um dossel de seda de Punt.

Ordenou que chamassem Pa-nehesy****.

Pa-nehesy era um escravo núbio de 1,90m e porte atlético, que lhe fora oferecido por Marco António apenas dois anos antes...

Pa-nehesy aproximou-se envergando uma veste simples apenas cobrindos a cintura. Os músculos peitorais bem definidos eram atravessados aqui e ali por cicatrizes que demonstravam que aquele escravo teria sido guerreiro na Núbia... As pernas fortemente musculadas faziam dele uma versão negra de Apólo.

Cleópatra aproximou-se dele e retirou-lhe o pedaço de tecido que o cobria. Encostou-se a ele e pegou-lhe o membro.... murmurou-lhe junto ao ouvido em núbio "Se queres a liberdade dá-me um descendente varão!"

As suas mãos suaves massajavam o membro do negro, que crescia a olhos vistos... Num só gesto pegou na Rainha como se de uma pena se tratasse e suavemente deitou-a. Beijou-lhe o pescoço com uma suavidade inesperada para um homem rude como aquele...

Cleópatra estremeceu... o escravo continuoua a acariciar a sua dona. A suas mão desciam lentamente, tocando os seios excitados... Demorou-se sentindo aquela pele que sabia ser a unica vez que ia tocar. Sentiu-a deixar-se levar pela caricias!

Com a mão direita agarrou a anca da Deusa terrena e com a esquerda entreabriu as pernas da sua consorte, beijando a penugem real de Cleópatra... Titilou com a língua o clítoris e sentiu-a abundantemente exarcada e demorou-se saboreando o mel real.

Com a verga bem dura não resistiu mais tempo e penetrou a Rainha!... Ela gemia de um prazer imenso proporcionado pelo bem aventurado escravo. Cravou-lhe as unhas nas costas e isso apenas o impeliu a penetrá-la mais forte... mais fundo... com mais vigor! A sua liberdade estava em jogo!... Pa-nehesy não aguentou muito tempo e as suas estocadas anunciavam o gozo próximo... depois de dois fortes urros de prazer dados pelo seu amante, Cleópatra sentiu a avantajada verga explodir dentro de si, inundando as suas entranhas com o fértil líquido.

Com as pernas trémulas Pa-nehesy retirou-se!

Dois meses depois um enviado da Família real fez chegar a Pa-nehesy um decreto que lhe dava o estatuto de Homem livre. Pa-nehesy regressou á Núbia.

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*Bastet na mitologia egípcia é representada por um gato e é considerada a Deusa da fertilidade.
**Kiya significa "A Favorita"
***Loufa é uma planta cultivada no delta do Nilo que ainda hoje é utilizada como esponja 100% natural.
**** Pa-nehesy significa "O Núbio"

9 comentários:

Anónimo disse...

Meu escravo... É um dos melhores textos que já escreveste. Espero continuar a ser a tua fonte de inspiração...
Um Beijo
Tua Cleópatra

Kronos disse...

Anonimo: Demorou bastante a escrever... demasiado para o normal.. acho que ando a perder faculdades...

unno disse...

excelente... parabens!!!

Anja Rakas disse...

Interessante...e muito.
Voltarei...com frequência.

Bjs

millady disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ana_lua disse...

1ºvez no teu blog e estou a adorar! vou voltar***

If you Brosh it disse...

Grande Blog, escreves muito bem, mesmo.
Obrigado pela visita lá à nossa taberna :)
Virei regularmente.

Miss B disse...

É a primeira vez k leio um conto passado no Antigo Egipto. e com bons pormenores. eu adoro saber tudo sobre esse povo. Bastet, Ra, Isis, Horus e princesas poderosas...obrigado pela visita ao meu blog. vou adicionar t aos blogs k eu sigo para nunca perder o fio á meada

Stargazer disse...

Gostei!

Beijo de Nefertiti :)