"Our duty is to feel what is great and love what is beautiful - not to accept all the social conventions and the infamies they impose on us."

In Madame Bovary de Gustave Flaubert

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Simplesmente Eva!

Entrou com passo apressado no Café. Ouvia-se claramente o ressoar dos stiletos a bater no chão de Mármore Negro. A clientela virava-se para olhar a dona de um andar tão apressado. E á medida que as cabeças se viravam na direcção do som os queixos caíam. A saia branca, pelo joelho, a vincar claramente as curvas pronunciadas das ancas e a blusa rosa com costuras em linha prata e decote pronunciado deixavam homens e mulheres petrificadas. 

Dirigiu-se á mesa do fundo onde estava um homem, não aparentando mais de 30, com uma camisa de linho branca e calças de ganga de aspecto bastante gasto. 

Ela pegou-lhe no braço com vigor e disse-lhe:

- Não quero perder tempo com conversas da treta... anda...

Entraram no táxi em que ela chegara apressadamente. 

- Destino? - perguntou taxista com voz rouca

- Hotel Infante Sagres. 

- Sim Senhora! - respondeu o homem. 

Ela olhou para Diogo, o homem que arrastara do Café, e puxou-o para si num beijo quente demorado. Ele correspondeu. As suas mãos agarraram firmemente a sua coxa sentindo a firmeza proporcionada por horas semanais de ginásio. A cada segundo que passava o beijo tornava-se mais envolvente. 

o taxista parou num semáforo vermelho e, discretamente, ajeitou o retrovisor. 

A blusa, já de si decotada, passara para segundo plano, desnudando quase por completo o seios de Eva. Esquecidos do facto de estarem num táxi, Diogo avança para o seios de Eva, chupando-os vigorosamente, brincando com a língua nos mamilos excitados enquanto Eva lhe segurava a cabeça com uma mão e com a outra lhe agarrava o pau por cima das calças..


(continua...)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mudei a casa...

Mudei... Simplifiquei... estilizei...

Espero que gostem.

Brevemente com novos contos...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Visões

O Sol deixava escapar os seus últimos raios. Infligia as suas ultimas forças no vidro fosco em tons de laranja.

No salão ouvia-se em fundo o incomparável Miles Davis. Junto à varanda num ondulante mover de corpo estava ela. A sua sombra vagueava pelas portadas da varanda destacando-lhe cada contorno.

O deslizar da ancas interrompido pelo recorte pronunciado de um seio firme, hirto, retocado...
A écharpe tigrada pendia tocando-lhe a pele.

Era tudo o que tinha vestido.

A dança continuava .

As mão esguias tocavam a pele. As unhas longas como garras ameaçavam uma fome constante.

Os longos stilletos negros eram o início da viagem pelo seu corpo torneado. A pele como veludo ansiava o toque.

Um breve fechar de olhos e o toque surge, trazendo consigo uma tremura. Mas aquele toque pedia mais e, reafirmando a sua presença a mão subiu. Sentiu as nádegas testadas com um aperto másculo de desejo.

Encostou as mãos à portada e esperou...



Foto da DJ Rita Mendes, Playboy Julho 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O escravo de Cleo...

A sala hipóstila esvaziava lentamente depois de mais uma demorada invocação ao Deuses. Mas desta vez, não era uma qualquer invocação. Clamava-se por uma em especial, Bastet*.

A Rainha desejava algo que nenhum dos seus amantes ainda não lhe proporcionara, um descendente.

Cleópatra retirava-se da sala compassadamente em direcção aos seus aposentos. As suas aias preparavam-lhe um banho e ressaltava no ar um aroma a rosas...

Ordenou a serva Kiya** que lhe retirasse a coroa Uadjit... numa calma cerimonial retirou adorno após adorno, veste após veste até desnudar a sua Rainha. A cada instante revelavam-se os contornos do seu corpo e a Deusa tornava-se mortal.

Desnuda, a Rainha Cleópatra encaminhou-se para o banho preparado pelas escravas. As suas ancas meneavam cadenciadamente causando admiração e inveja ás suas servas. Desceu os 3 degraus e deixou-se cobrir pela água quente de onde exalava um perfume divinal.

Após alguns momentos Kiya, vestida apenas com uma túnica branca, semi transparente, seguiu-a, entrando no banho. Com a Loufa*** na mão inciou uma massagem retemperadora em Cleópatra. Lentamente esfregava-lhe as costas... depois os braços...

Suavemente passou a loufa pelos seios da Rainha, numa carícia maldosa. Há medida que a massagem continuava a soberana relaxava mais e mais entrando numa transe apenas interrompida por alguns gemidos causados pelo prazer daquela massagem...

Kiya concentrou-se nas delicadas pernas de sua Majestade, primeiro nas coxas, depois nos bem cuidados pés... cada centímetro do corpo de Cleópatra era alvo dos cuidados da sua aia favorita.

A aia retirou-se sem perturbar a Governante.

Minutos depois Cleópatra saíu e prontamente a secaram com a delicadeza com que se toca em cristal....

Vestiram-lhe uma tunica cinza e bordeaux que deixava à mostra grande parte do tronco. Dois apliques de ouro, forjados pelo molde dos seus firmes seios foram cuidadosamente colocados, como se se tratasse de um soutien primitivo...

Dirigiu-se para a sua cama, coberta por um dossel de seda de Punt.

Ordenou que chamassem Pa-nehesy****.

Pa-nehesy era um escravo núbio de 1,90m e porte atlético, que lhe fora oferecido por Marco António apenas dois anos antes...

Pa-nehesy aproximou-se envergando uma veste simples apenas cobrindos a cintura. Os músculos peitorais bem definidos eram atravessados aqui e ali por cicatrizes que demonstravam que aquele escravo teria sido guerreiro na Núbia... As pernas fortemente musculadas faziam dele uma versão negra de Apólo.

Cleópatra aproximou-se dele e retirou-lhe o pedaço de tecido que o cobria. Encostou-se a ele e pegou-lhe o membro.... murmurou-lhe junto ao ouvido em núbio "Se queres a liberdade dá-me um descendente varão!"

As suas mãos suaves massajavam o membro do negro, que crescia a olhos vistos... Num só gesto pegou na Rainha como se de uma pena se tratasse e suavemente deitou-a. Beijou-lhe o pescoço com uma suavidade inesperada para um homem rude como aquele...

Cleópatra estremeceu... o escravo continuoua a acariciar a sua dona. A suas mão desciam lentamente, tocando os seios excitados... Demorou-se sentindo aquela pele que sabia ser a unica vez que ia tocar. Sentiu-a deixar-se levar pela caricias!

Com a mão direita agarrou a anca da Deusa terrena e com a esquerda entreabriu as pernas da sua consorte, beijando a penugem real de Cleópatra... Titilou com a língua o clítoris e sentiu-a abundantemente exarcada e demorou-se saboreando o mel real.

Com a verga bem dura não resistiu mais tempo e penetrou a Rainha!... Ela gemia de um prazer imenso proporcionado pelo bem aventurado escravo. Cravou-lhe as unhas nas costas e isso apenas o impeliu a penetrá-la mais forte... mais fundo... com mais vigor! A sua liberdade estava em jogo!... Pa-nehesy não aguentou muito tempo e as suas estocadas anunciavam o gozo próximo... depois de dois fortes urros de prazer dados pelo seu amante, Cleópatra sentiu a avantajada verga explodir dentro de si, inundando as suas entranhas com o fértil líquido.

Com as pernas trémulas Pa-nehesy retirou-se!

Dois meses depois um enviado da Família real fez chegar a Pa-nehesy um decreto que lhe dava o estatuto de Homem livre. Pa-nehesy regressou á Núbia.

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*Bastet na mitologia egípcia é representada por um gato e é considerada a Deusa da fertilidade.
**Kiya significa "A Favorita"
***Loufa é uma planta cultivada no delta do Nilo que ainda hoje é utilizada como esponja 100% natural.
**** Pa-nehesy significa "O Núbio"

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pilar e Javier...


Deslizou confiante para o palco no seu vestido escarlate ao encontro do seu par.... O som dos sapatos stilleto ecoava compassadamente pela danceteria.

Os olhos flamejavam num misto de raiva e calor ao som da fulgurante rumba. Olhos nos olhos e corpos colados em gestos de autentica paixão os corpos moviam-se como um só... percorriam o espaço de dança do ArtCaffé numa coordenação treinada.

As mãos de Javier percorriam as costas semidesnudadas de Pilar, provocando-lhe arrepios...

Num gestos rápido e decidido Pilar retira o Blazer clássico a Javier e num gesto de ousadia pura abre-lhe num puxão a camisa de seda branca....

3minutos e 28 segundos...

a musica calou-se...

O par retirou-se não sem antes se deixarem levar por um longo beijo pronunciador do desejo que os unia...